segunda-feira, 20 de julho de 2015

Fechei-te a porta

Fechei-te a porta.
E fechei-a no momento certo. 
Decidi pôr-me em primeiro lugar uma vez na vida, lugar onde eu já devia estar desde sempre, mas como diz o ditado, "mais vale tarde do que nunca".
Não fechei uma porta qualquer, foi a porta do meu coração, e foi das decisões mais certas que tomei na vida. 
Se me perguntarem se custou, não minto, a porta já se encontrava aberta para ti há tanto tempo que as suas dobradiças começavam a enferrujar, talvez por isso tivesse doído tanto, talvez porque já estava habituada a deixar a porta escancarada à tua espera. De início, de cada vez que me magoavas, deixava a porta apenas encostada mas tu começaste a trazer contigo tanta poeira, tanta tempestade, que a única solução foi fechá-la de vez. Trouxeste-me um furacão de mágoas e desilusões tão forte e violento que restou-me fechar o meu pobre coração a sete chaves para o tentar proteger...
O furacão atirou-me ao chão, parecia não terminar, sentia-o já a desmoronar-me por dentro, a destruir tudo o que de mais sensível e frágil havia em mim mas no fim de o vencer, abri janelas para arejar aquele coração tão sujo de mágoas e tristezas, arrumei tudo de novo no seu devido lugar. Repus a crença no amor na sua prateleira, coloquei a alegria de novo no meu sorriso, borrifei a alma com spray de esperanças, arrumei a lixeira que deixaste para trás e preparei-me para abrir portas e janelas de novo. Abri janelas para novas pessoas, novas coisas, abri portas para novas amizades, novos amores...
Reergui-me por meio dos escombros, levantei-me do chão onde havia sido deixada, recuperei as forças e voltei à luta pela felicidade.

Hoje sou feliz, hoje sou a menina feliz que já não era há tanto tempo...

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